Tivemos a sorte de conhecer a micro região de Divinolândia, no interior de São Paulo, incrustada em um ramo da Serra da Mantiqueira, na região de Mogiana Paulista. Solo muito fértil, altitudes em torno de 1.200 m, e clima seco durante a fase da colheita. Estas condições favoreceram um sistema muito particular de processamento do café natural, seco muito lentamente direto sobre terreiros de concreto. Quase sem o uso de secadores. Este processo gera um café muito frutado, com elevada doçura. A acidez natural da altitude, entra para equilibrar e dar realce aos sabores destes late harvest. Assim se obtém microlotes muito diferenciados, com alta pontuação nos cuppings.
Nosso anfitrião, o produtor Francisco Sergio Lange, nos contou que este processo e praticamente imutável por mais de 150 anos, desde que chegaram as primeiras famílias colonizadoras. Para garantir as altas pontuações que os cafés alcançam em concursos de qualidade, uma instalação altamente tecnológica para rebeneficiamento dos cafés entra em ação. A Aprod, associação dos produtores, conseguiu investimentos para construção de um galpão e equipamentos, inclusive uma eletrônica “3 D” uma das mais modernas do Brasil. Tudo isso é compartilhado por aproximadamente 50 sócios da Aprod, todos praticantes de agricultura familiar. Quase todos agora, na busca da produção de microlotes cada vez melhores.
Foi uma grande oportunidade para o Lucca conhecer a região, provar os cafés e adquirir um microfone, que com certeza será um dos destaques do café do ano.