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No Limiar da Quarta Onda do Café

Rio Brilhante x Lucca – Exercitando a 4º Onda do Café
abril 8, 2017
Campeonato Brasileiro de Brewers 2017
junho 20, 2017

UM PROCESSO QUE SURGIU COM NATURALIDADE

Sentimos que estamos participando do surgimento de um movimento, que pode ser um marco na história do setor de cafés especiais. Vamos acompanhar o que aconteceu ao longo de nossa história para compreender.

FORMAÇÃO DO BARISTA

Com 15 anos de experiência em competições, 14 títulos em Campeonatos Brasileiros, 13 Campeonatos Regionais, 2º lugar no Campeonato Mundial de Latte Art, 4º lugar no Mundial de Cup Tasters, 5º lugar no Mundial de Brewers e 4º Lugar no Campeonato Mundial de Coffee in Good Spirits, esta foi a nossa jornada. Ao longo dos anos comprovamos que o esquema do WBC - World Coffee Events, o organismo responsável pela organização das competições no mundo todo, cumpre seu papel. O aprimoramento dos baristas em competições é real e naturalmente é aplicado na cafeteria. O preparo das bebidas tem um ganho de qualidade incrível. O consumidor é quem aproveita.

OS MELHORES MICROLOTES DO BRASIL

Garimpamos os melhores microlotes de cafés especiais de cada safra anualmente. Vamos pessoalmente às fazendas escolher os cafés. Neste ano temos mais de trinta rótulos, das mais diversas regiões brasileiras. Começamos em 2002 com um produtor escolhido de cada região produtora, trabalhando a ideia de cafés de origem. Em 2006, dividimos um lote do Cup of Excelente Brasil, foi nosso primeiro microlote. Hoje temos quase trinta microlotes sendo torrados duas vezes por semana.

O RECONHECIMENTO DA QUALIDADE PELO PÚBLICO

O Lucca foi premiado 8 vezes consecutivas pela Revista Veja Os Melhores da Cidade, e três vezes pelo Bom Gourmet do Jornal Gazeta do Povo. A mídia espontânea sempre foi intensa. Atualmente, dividimos o prestígio com outras cafeterias parceiras que praticam os conceitos de cafés especiais, ou seja, cafeterias da terceira onda.

CONHECER O CONSUMIDOR

Por mais de 15 anos vivemos intensamente a relação de troca com nossos amigos clientes. Através de cursos e workshops transmitimos o conceito do mundo dos cafés especiais. Em contrapartida os coffee lovers nos contam as suas preferências e nos falam de suas experiências com os cafés. Somos antenas receptoras de aspirações sensoriais.

CONHECER O PRODUTOR

Nós conhecemos pessoalmente quase todos os produtores de quem compramos café. Visitamos a propriedade, fizemos cuppings com quase todos eles. Conversamos muito sobre as dificuldades do setor, sobre qualidade e mercado interno, sobre os sonhos e aspirações que têm. É uma troca de experiência fascinante, sem barreiras culturais.

IR ALÉM DO DIRECT TRADE

Falar o mesmo idioma que os produtores. Morar no mesmo país. Poder fazer uma viagem de carro às regiões produtoras. Receber os microlotes por transportadora em poucos dias. Da mesma forma receber a visita de produtores em nossa cafeteria. Ter a presença do produtor em degustações, para falar sobre seus cafés diretamente aos clientes. Essa rotina quebrou barreiras que separavam as pontas da cadeia do café. Poder interferir na formação dos micro lotes é uma quebra de paradigma. Sempre os produtores e provadores elaboravam os lotes da maneira como entendia qualidade. Agora os baristas e torneadores podem contar o que o cliente quer. Quantas torrefações mundo afora gostariam desta condição?

O MAIOR MERCADO CONSUMIDOR DO MUNDO

Indo a favor de todas as estatísticas sobre o mercado consumidor de café no Brasil, acreditamos que também possamos ser o maior consumidor de cafés especiais do mundo. Ao longo destes anos, testemunhamos um crescimento do consumo acelerado, mas em valores absolutos moderado. Acelerado, porque sabemos que cafeterias de terceira onda fazem um trabalho educativo muito eficiente com o consumidor final. Mas o tamanho do consumo ainda é moderado, pois existem poucas de cafeterias ativas. Contudo, as perspectivas são promissoras e é possível que o Brasil seja um grande mercado consumidor de cafés especiais.

AS ONDAS DO CAFÉ

As ondas do café foram grandes mudanças que ocorreram no setor. Foram importantes pontos de inflexão que ocorreram no mercado. A adoção pelas cafeterias pelo conceito de cafés especiais e pelas práticas adequadas do preparo de cafés pelos baristas foram o que marcou a Terceira Onda, movimento a que nós do Lucca participamos junto com as melhores cafeterias do mundo. Sentimos que estamos exercitando de maneira inédita práticas muito incomuns na cadeia do café, que podem ser adotadas em larga escala pelo setor. ASSIM COMEÇA A QUARTA ONDA

Só num país como o Brasil, com sua natureza pródiga, com uma formidável quantidade de microclimas, somada a agricultura de alto nível, conseguimos cafés com a diversidade e qualidade como nenhum outro lugar do mundo. Estando tão perto deste ambiente, é natural trocar experiências com os produtores para acertar processos e métodos para obtermos cafés que os apreciadores buscam. Esta troca de experiência que começa na lavoura, vai até o consumidor final e volta para a fazenda, torna cada vez mais intensa a espiral ascendente da qualidade.

Temos este privilégio nas mãos. O Direct Trade tão almejado por parceiros no exterior é tão fácil e natural para nós. Nunca os produtores estiveram tão próximos dos clientes.

Mas não fica só nisso, o Direct Trade está se transformando em Coffee Making. Baristas e mestres de torra levam a experiência que tem no dia a dia com coffee lovers às fazendas. Os Mestres de Torra já conhecem os efeito dos processos de pós colheita no resultado sensorial do café. Eles propõe processos que julgam que vão criar atributos nos cafés que seus clientes irão apreciar.

Por outro lado, Os produtores abrem suas porteiras para a participação dos baristas e dos Mestres de Torra. Novas experiências são praticadas, com objetivos bem definidos. Grandes resultados estão sendo alcançados e compartilhados com os consumidores finais.

Quem sabe esta não seja apenas nossa vocação, mas também seja nossa missão?

Como podemos descrever um novo movimento no setor de cafés especiais, que une os extremos da cadeia do café? O Brasil pode ser o principal protagonista deste movimento?

1 Comentário

  1. Sergio Zagonel disse:

    Muito legal a publicação.