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Chegou a hora de arregaçar as mangas e trabalhar. A primeira coisa foi ter uma visão geral da fazenda, conhecendo os talhões e as variedades de cafés que estavam maduras. Os Nunes já haviam preparados amostras de cada área, para um mapeamento antes da colheita.

As amostras foram provadas, e o potencial de cada variedade foi sendo conhecido. Somando a prova do laboratório, com o reconhecimento dos frutos na árvore, deu um resultado de conhecimento técnico e intuição. O café foi escolhido, um Catuaí Amarelo.

A decisão foi unânime, Gabriel Nunes avalisou a escolha de Nolan e Georgia. Era o café que tinha o ponto de maturação ideal, e o resultado no laboratório foi o melhor.

Agora mãos a obra de verdade! Colheita manual para todo mundo. Mais uma oportunidade de ficar mais amigo do Catuaí. Chupar o fruto, sentir o sabor, imaginar o que poderia ser explorado deste café. Trabalho duro, mas divertido

Depois da colheita, um tempo para catação manual dos imaturos. Todos com as mãos no café.

Gabriel sugeriu uma fermentação fermentação anaeróbica com o café dentro de sacas de Grainpro por 36 horas. O café foi colocado para fermentar na sombra. Georgia concordou, pois já tinha trabalhado de forma semelhante com um café fermentado na Fazenda Pilar, no Norte do Paraná, batizado de Criatura.

O resultado da fermentação foi um café com polpa muito aromática, de frutas muito maduras como manga ou salada de frutas. Os cafés foram colocados em terreiro suspenso, para secagem lenta. O Catuaí amarelo já tinha cor mais escura, em forma de passa, com os aromas mais complexos ainda.

Foram quatro dias de trabalho intenso e decisões importantes. Deste ponto em diante, os Nunes se encarregaram de dar continuidade na secagem, e benefício do microlote. Em breve teremos uma amostra para avaliar.

Nesta fase, Nolan da Proud Mary foi recebido no Cerrado Mineiro por Gabriel Nunes e por Georgia do Lucca, para escolher a variedade do café, colher e determinar os processos para elaboração do microlote do Café Autoral.

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